sexta-feira, 28 de agosto de 2015

DANÇANDO CONTRA OS PADRÕES

Por Jessy Almeida


Vamos falar de música! E para iniciar, falaremos de um dos grandes Hinos do Movimento Feminista: Pagu, composta pela cantora Rita Lee. O nome da canção é uma homenagem a Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu. Para quem não sabe, Pagu foi escritora, poeta, diretora de teatro, tradutora, desenhista, jornalista e militante politica. Nascida em 1910, Pagu foi a primeira mulher presa no Brasil por motivações políticas, seu comportamento não era compatível com a época em que viveu. Fumar nas ruas, usar blusas transparentes, cabelos curtos, falar palavrão, tudo isso estava na lista comportamental de Pagu, que contrariava os padrões.

A música de Rita não homenageia apenas Pagu, mas todas as mulheres que lutaram por vez e voz na sociedade, pelas mulheres que ainda lutam, pelas mulheres queimadas em fogueiras e até pelas donas de casa que, no cuidado com suas famílias, muitas vezes se tornam invisíveis. Pagu (Música) critica alguns padrões impostos pela sociedade, o culto ao corpo perfeito, Pagu defende o poder feminino, dando ênfase, sobretudo a força que vai muito além de músculos e padrões estabelecidos.

OUÇA A MÚSICA:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=dbFjQl-8B0A

sábado, 22 de agosto de 2015

SOBRE AS BORBOLETICES DA VIDA

POR CARLOS BELO.

Para iniciarmos esse lugar/refúgio, nosso espaço onde plantaremos nossos silêncios para que a palavra ganhe força, saia de nossas memórias para o espaço vivo e seja capaz de levar aos outros o nosso pensar sobre o mundo nada melhor do que esta imagem, nossa, registro de minha autoria, do "Destrua este Diário" de Jessy. Me chamou a atenção a maneira como a tinta azul foi absorvida pela porosidade daquelas páginas e o trabalho de jessy ganhou infinitas possibilidades de interpretações, própria do fazer artístico. Azul, cor sagrada, cor da simbologia celeste, cor do mar, cor das borboletas raras e encantadoras. e a própria borboleta vem para nós carregada de simbolismo: recriar, refazer, renascimento, transformação, mas sobretudo leveza, aquela leveza que Manoel de Barros nos apresenta e nos inquieta:

" E vi as borboletas. E meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas. E vi que o homem não tem soberania nem pra ser um bem-te-vi."

Que assim sejamos! capazes de correr atrás da leveza, do simples e do imperceptível que diz o tamanho do mundo para cada um de nós! ARTESCREVI está na rede! Boas vindas, Jessy! Boas vindas a todos que procuram observar o mundo com olhos atentos ao escrito e ao não-escrito.