Por: JESSY ALMEIDA
Permita-se amar
Permita-se sonhar
Permita-se relaxar
Permita-se sair
Permita-se voltar
Permita-se brincar tanto em dias de chuva quanto em dias de sol
Permita-se errar
Permita-se correr riscos
Permita-se ser quem você é
Permita-se conhecer gente nova e tomar sorvete com os velhos conhecidos
Permita-se ser simples
Permita a se mesmo um tempo longe de toda gente amarga que vive a sua volta
Permita-se viver, pois nesta vida só podemos ser aquilo que nos permitimos ser.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
domingo, 24 de julho de 2016
A GERAÇÃO QUE NÃO SUPORTA MIMIMI
POR CARLOS BELO
Vivemos em uma época loucamente ocupada por nossos egoísmos. Não temos mais espaço para o outro. Não temos tempo para ouvir, para olhar, ajudar.
Homens mecânicos que acordam com despertador de celular, postam fotos nas redes, brigam por curtidas, iludem a todos e não são felizes. Não são felizes porque quem vive iludindo termina frustrado pois é impossível esconder de si mesmo os desertos em que se vive. Por isso não suportamos os que chegam com muito mimimi. O mimimi do outro nos lembra as nossas fraquezas, nos humaniza, cutuca nossas feridas da alma. Por isso corremos, por isso agimos com hipocrisia julgando a possível queda-fraqueza do outro. Mas o mimimi do outro é nosso também, e é isso que mais nos dói. Sem o mimimi do mundo não haveria a poesia que punge feroz, nem a música que acalenta nossos amores perdidos. O mimimi nos resgata do mecânico e por isso preferimos o retrocesso, preferimos fingir que somos perfeitos, ou que perfeitos não choram, nem se entristecem às vezes...
segunda-feira, 18 de julho de 2016
BAGUNÇA INTERIOR
Por: JESSY ALMEIDA
A bagunça é tão grande aqui dentro que nem sei por onde começar. Talvez eu deva trocar de lugar alguns sentimentos. Ou será que seria melhor começar arrumando as coisas aqui fora?
Se bem que a bagunça do meu quarto não está incomodando tanto.
O que incomoda mesmo é o caos que eu tenho por dentro.
Vejam só que andei procurando o amor dentro de mim, mas não sei mais onde encontra-lo, algumas vezes penso ter o deixado nos meus pensamentos outras vezes acredito que está no coração.
O medo? O meu insiste em revirar meu estômago e algumas vezes roubar meu sono. A tristeza, essa é a pior de todas, fica alternando de lugar, quando ela chega atingi todos meus sentidos, cada centímetro do meu corpo e depois vai embora como se nunca tivesse estado ali. O mesmo digo da alegria, que também vai e volta sem aviso prévio.
Tem dias que me sinto beirando a loucura tentando arrumar tanta confusão.
Talvez eu seja isso, uma imensidão de sentimentos, tão confusos, misturados de tal forma que não sei ao certo onde encontra-los e como fazer para arruma-los.
A bagunça é tão grande aqui dentro que nem sei por onde começar. Talvez eu deva trocar de lugar alguns sentimentos. Ou será que seria melhor começar arrumando as coisas aqui fora?
Se bem que a bagunça do meu quarto não está incomodando tanto.
O que incomoda mesmo é o caos que eu tenho por dentro.
Vejam só que andei procurando o amor dentro de mim, mas não sei mais onde encontra-lo, algumas vezes penso ter o deixado nos meus pensamentos outras vezes acredito que está no coração.
O medo? O meu insiste em revirar meu estômago e algumas vezes roubar meu sono. A tristeza, essa é a pior de todas, fica alternando de lugar, quando ela chega atingi todos meus sentidos, cada centímetro do meu corpo e depois vai embora como se nunca tivesse estado ali. O mesmo digo da alegria, que também vai e volta sem aviso prévio.
Tem dias que me sinto beirando a loucura tentando arrumar tanta confusão.
Talvez eu seja isso, uma imensidão de sentimentos, tão confusos, misturados de tal forma que não sei ao certo onde encontra-los e como fazer para arruma-los.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
CARTA AO REMETENTE
POR CARLOS BELO
Tire um dia no ano para escrever uma carta para você mesmo. Não pense que isso é loucura, talvez até seja, mas há loucuras válidas! Deixe o pensamento livre de qualquer padrão, solte-se, permita-se uma conversa franca consigo mesmo, se possível uma xícara de chá ou café para acompanhar. Prepare-se para um encontro, organize suas gavetas emotivas e perfume seu coração com a luz do amor consciente e capaz de reestruturar sua vida.
Quais os sonhos que foram abandonados e quais os motivos para isso? Sonhos são metas, e exigem compromisso, onde você andou guardando seus desejos? Mas não se culpe tanto! Ainda há tempo! Escreva um possível caminho de volta.... Planeje!
Quais as pessoas que se foram? Qual o tamanho da falta que deixaram? Há possibilidade de reaproximação? Vale a pena? Talvez seguir adiante seja sinal de amadurecimento, seja uma ave migratória se achar necessário. Não se amarre a pessoas. Não se amarre!
Quais as músicas que te fazem bem? Qual seu atual perfume? Qual sua cor preferida? Pense nas suas roupas, qual a cor mais ausente? Talvez você precise de novos tons, Deixe-se envolver por ritmos nunca imaginados. Aventure-se.
Quantos livros lidos até o momento? Quantos pedidos de perdão? Quantos pedidos de perdão a si mesmo? Quantos abraços? E qual foi a última vez que ligou no meio da tarde para um amigo só para desejar-lhe bom expediente? Quantas vezes parou para comtemplar o céu e noites estreladas? Quem vive como máquina morre sem ter vivido! Não queira ser só mais um número, lute por sua autenticidade, afinal somos únicos, múltiplos, incomuns, nada de padrões, não somos pré-moldados, somos a argila viva que o universo sopra a vida pura, livre, diversa. guarde seus escritos, se não quiser destrua-os.
sábado, 9 de julho de 2016
TEMPORAL
POR CARLOS BELO
Quando precisares recomeçar
E tudo parecer confuso
Água
Tu entrarás no teu íntimo e
Compreenderás.
Adentra em tuas nascentes
Água
Percorre teus rios,
Derrama teus prantos,
Enche teus potes
Água
Saciada tua sede
Refeita tua matéria
Água
Verás que tudo é passagem
Tudo é rito, sacramental
Deus e Deuses em ti a bailar
Água
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| FOTO CARLOS BELO |
Quando precisares recomeçar
E tudo parecer confuso
Água
Tu entrarás no teu íntimo e
Compreenderás.
Adentra em tuas nascentes
Água
Percorre teus rios,
Derrama teus prantos,
Enche teus potes
Água
Saciada tua sede
Refeita tua matéria
Água
Verás que tudo é passagem
Tudo é rito, sacramental
Deus e Deuses em ti a bailar
Água
sexta-feira, 1 de julho de 2016
CONECTIVIDADES
POR CARLOS BELO
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| IMAGEM ENCONTRADA NA INTERNET |
E nesse tempo frio, convidativo, pronto para nossos cafés, cobertas, fones de ouvido e leituras a vida parece ficar mais densa, somos tomados de percepções que o calor do verão talvez não nos permita. Acredito no inverno como tempo de renascimento, reorganização, semeia, cultivo, interioridade. Assim como a mãe natureza se regenera e enverdece o mundo, inunda o solo, fertiliza. Somos convidados ao processo magistral de apoderamento de nossas essências. Criamos o hábito de negarmos a nós mesmos coisas que nosso espírito necessita: nossos silêncios, ponderações, introspecções. Conhecer a si mesmo é uma missão que precisa desse silêncio, desse esvaziamento que nos preenche e resignifica nossa existência. Estamos em tempos de conectividade virtual, mas a conexão real, corpo-a-corpo, braços, olhares, conversas, corações que se dispõem ao outro andam em falta, estamos off-line para a vida real. Mas é possível fazer diferente, é possível amar em tempos de desamores, digo mais: é necessário amar! Entremos na casa-coração do outro, deixemos quem entrem em nossos corações, façamos morada por aí em galhos de árvores alheias e que possamos amar pela essência cada ser a nós apresentado pelo universo. Que o inverno nos ajude amar de dentro para fora. de nosso olhar para o mundo.
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