terça-feira, 28 de junho de 2016

NÃO GUARDEI RANCOR

Por: JESSY ALMEIDA


Não guardei rancor...
Guardei o gosto do beijo
Teu cheiro impregnado na minha roupa
A sensação da tua pele tocando a minha.
Não guardei rancor...
Preferi guardar o som da sua risada ao ouvir minhas piadas
O seu sorriso sem pretensão de seduzir
Que se fazia bonito só pelo fato de sorrir.
Não guardei rancor...
Fiquei com uma foto sua para não esquecer seu olhar
Sua expressão, seus traços, isso sim quero guardar.
Gosto muito de lembrar
E a todos que me perguntam sempre dou a mesma resposta:
Não guardei rancor.
Espero que guarde o melhor de mim também
Eu vim aqui só te lembrar
Só guardei o que me fez bem
Quanto o resto?
Deixa para lá.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

SAUDADES DA INFÂNCIA

Por: JESSY ALMEIDA


As vezes sinto uma vontade imensa de voltar a ser aquela garotinha inocente de quinze anos atrás, com sorriso sincero e alma transparente, sem as dores e marcas que trago comigo mesmo tendo vivido tão pouco tempo dessa jornada.
Queria voltar aquela época em que as palavras que hoje me feriam amanhã já não eram lembradas. Quando chorava, era apenas por causa de um joelho ralado, por um brinquedo quebrado ou por levar umas palmadas da minha mãe por desobedece -la.
O tempo passou, a vida mudou e a garotinha inocente cresceu e deixou para trás um passado cheio de doces memórias.
Não é que eu esteja infeliz com a pessoa que me tornei, apenas acredito que a vida costumava ser mais leve, sempre com aquele gostinho de felicidade, pelo menos eu costumava sentir mais prazer em está viva.

terça-feira, 21 de junho de 2016

NÃO SE CONTAMINE

POR CARLOS BELO


Em tempos de guerra pouca gente cultiva jardins. Vivemos em uma época onde as flores estão mais nos feeds, posts, fotos e tal e cada vez menos nas mãos que oferecem delicadeza aos que necessitam. A delicadeza, de fato, tem sumido de nossas rotinas. o bem comum, o cuidado para com o próximo, o amor anda em crise. Precisamos atentar para a despoesia da vida moderna. Há ainda muitas pétalas precisando de vento. Espalhe o perfume do bem no mundo, mas não espere nada em troca. Esse é um dos males da nossa época; tudo precisa ser compensado com moedas de igual valor. No fim ninguém faz mais nada por ninguém e vivemos alimentando nossos próprios egos. Mas você não precisa seguir a massa, faça diferente. Ofereça perfumes de atenção, valorize as palavras e seu poder tranformador, convide um amigo para viajar, passe um dia sem telefone celular, escreva cartas. Em um mundo que vive em guerra, seja o cultivador da esperança, o jardineiro, o malabarista. Oferte seu sorriso ao mundo, não se contamine, no fim perceberá que não há tempo, há vida.

sábado, 11 de junho de 2016

TUDO SOBRE VOCÊ

POR CARLOS BELO
Foto: Carlos Belo


O processo de amadurecimento do amor é lento, doloroso e misteriosamente gostoso. Sempre encontraremos pessoas pelas quais mudaremos nossas rotas e planos, pessoas que nos farão mudar de ideia, criar novos hábitos, pessoas que modificam nosso cotidiano e nos permitem amar para dentro. É isso, amar para dentro é fundamental para que nosso amor não nos escravize, nem permita que a gente se perca. Mas, tenha cuidado para que seu amor próprio nunca se transforme em egoísmo, desculpa para fugir, que o amar para dentro nos ajude a amar melhor para fora. Vez ou outra sempre teremos as dores e amargas separações, fins e despedidas, processos da caminhada. Mas não queira, não deseje viver sem laços. Viver é depender do outro. Viver é instabilidade plena, é caminhar todos os dias na corda bamba dançando frevo. Não pense que isso é impossível. Abrace a vida, ame quando o amor surgir, ame-se, respeite-se. O amor é a vida nos dizendo que dançar é preciso. O amor é o universo nos mostrando que dependemos dos outros, que sozinhos nada somos. Aprenda a chorar em silêncio e recomeçar a amar sempre que necessário.
(Escrito ao som de Tudo sobre você- Zélia Duncan)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

ALGUNS SEGUNDOS PARA O FIM

Por: JESSY ALMEIDA


Em cima daquele prédio tem uma moça.
Neste exato momento ela está sentada na sacada de sua janela.
São alguns metros de distância até chegar ao chão. Poucos segundos entre a vida e a morte.
Tão jovem, tão frágil, tão perdida, incompreendida e só.
Olhando para ela daqui não consigo ver todas as cicatrizes que a vida lhe deixou.
Acredito que a algum tempo atrás ela era feliz, porém acabou morrendo por dentro e agora procura formas de morrer por fora, de matar sua dor.
Se eu tivesse a conhecido antes teria lhe dito que a entendo e que já me senti assim inúmeras vezes, teria lembrado que a dor é cruel, porém passageira.
Agora é um pouco tarde pois em alguns segundos ela não passará de uma lembrança, triste e trágica.
Sinto muito moça na maioria das vezes a vida é um tanto cruel.