sábado, 17 de outubro de 2015

Senhas, acessos e despedidas

Por:  JESSY ALMEIDA



                                                                                                              (imagem retirada da internet)


Trazemos  dentro de nós um pedacinho de cada pessoa que passou por nossas vidas. Alguns desses pedaços estão tão vivos quanto a presença dessas pessoas. Nos desfazer das lembranças talvez seja a coisa mais dolorosa a ser feita. O vazio no coração, as lagrimas que não param de cair, a saudade que só aumenta, o medo de recomeçar, o sofrimento que nos cega.
A vida é assim mesmo, pessoas vêm, pessoas vão. E saber disso não torna nada mais fácil.Cada pessoa que vai embora nos deixa apenas um vazio e a certeza de que aquele lugar nunca será preenchido, pois cada um daqueles que foram embora é um ser único em nossa vida e nunca haverá ninguém capaz de substituir-los.
O que nos resta?
Ter fé, esperar que o tempo passe, passe rápido, para que a saudade diminua e que as lembranças não machuquem ao serem lembradas. O tempo nunca trará o esquecimento, pois, por mais que se tente, é impossível arrancar das nossas vidas aqueles pedacinhos que ficam, porém, o tempo trará novas historias para serem vividas, novas alegrias e tristezas.
E assim é a vida, ninguém nunca ficará para sempre, mas cada um de nós já fomos eternizados  na vida de alguém que nunca nos deixará partir por completo.

JUVENTUDE, SAL, LUZ E ALEGRIA



 POR CARLOS BELO
O assunto de nosso papo de hoje é Juventude e vida cristã, convidado mais que especial, o amigo Alison Rodrigues (Católico, 20 anos, Paróquia Nossa Senhora da Escada, Escada-PE), em uma conversa via whastApp onde ficamos discutindo a importância de Igreja, falou da prática religiosa para a formação de juventude, das mudanças que aconteceram em sua vida, das pessoas que fizeram a diferença e deixaram marcas em seu coração. Alison conseguiu me emocionar com os relatos de um menino que não teve lá tantos incentivos para escrever sua história nos caminhos da vida cristã, mas que se encontrou, descobriu no movimento Encontro de Jovens com Cristo um modo de viver no mundo sendo luz e sal, viver com propósito e com alegria própria daqueles que vivem em Deus.


ARTESCREVI: Pra você qual a importância da religião e da prática religiosa para a formação humana?

Alison: Até o ano passado eu era praticamente agnóstico, não frequentava a Igreja, só ia na Igreja uma vez no ano, depois fui conhecendo pessoas que me incentivaram a participar da igreja.... Pra mim tá na Igreja era uma coisa chata. Aí fiz novos amigos, fiz EJC, e hoje vejo que a Igreja ajuda na formação cidadã de cada um de nós. Hoje eu tenho orgulho de ser católico, tenho orgulho do que minha Igreja prega.


ARTESCREVI: E como você tomou conhecimento do EJC (Encontro de Jovens com Cristo)?

Alison: EJC eu conheci através de umas amigas, fui muito incentivado por elas, uma delas foi Rafaela, que pra mim foi um dos maiores motivos pra fazer o EJC, ela infelizmente faleceu, vítima de um acidente de moto, ela sempre me chamou pra fazer.... Então tomei a decisão de fazer EJC, por ela, e por mim.  Cada pessoa que faz EJC passa por uma experiência inesquecível! Muitas pessoas falam que EJC é só três dias, mas pra mim EJC é todo dia, eu levo o movimento dentro de mim. Eu que não frequentava a Igreja, via o santíssimo e não entendia, não sentia nada... já fez um ano que fiz EJC, e hoje ainda sinto a mesma emoção daqueles três dias.
 
Imagem cedida por Alison.

ARTESCREVI: Pra o Alisson de hoje, qual é a Igreja que o jovem precisa?

Alison: Na verdade, o que os jovens precisam é de Deus dentro do coração. Vejo muitos jovens dentro da Igreja mas que não carregam a Igreja dentro deles.  O jovem precisa sim, estar dentro da Igreja! Acho que temos que fazer as coisas pela Igreja e para as pessoas que mais precisam, nossa Igreja católica visa muito a caridade e a maior parte das pessoas esquece isso, o mundo tá cada vez mais egoísta. Falo novamente do EJC que tem esse lado voltado para o cuidado com o próximo, ações de caridade, doações de alimentos e brinquedos, visitas a hospitais...


ARTESCREVI: Alguma música cristã? Indica?

Alison: Tem muitas, mas acho que “Colisão- Anderson Freire” é a música que define um jovem cristão.


ARTESCREVI: E devoção especial por algum santo, você tem?

Alison: Santa Maria, mãe de Deus. Eu acho isso muito bonito, é ela, Maria. E tem também santa Teresinha. 
 
Imagem cedida por Alison




“ O papa Francisco...

...Exemplo a ser seguido. Humildade contagiante. Simplicidade.”


 Alison em três palavras:  AMIGO - ALEGRE - PRESTATIVO


Palavra:




“vós sois o sal da terra e a Luz do mundo.”
(Mateus, 5-13)
 
Imagem cedida por Alison
"Precisamos testemunhar através de nossas obras!"
"A oração é uma conversa íntima e mais próxima com Deus..."




terça-feira, 13 de outubro de 2015

SOBRE LIVROS, HISTÓRIAS E EDUCAÇÃO



 POR CARLOS BELO

Em uma conversa super bacana, realizada em 07/10/2015,iniciamos uma série de entrevistas com os mais variados temas, buscando expandir o espaço informativo/cultural do Blog, para iniciarmos essa nova etapa convidamos a jovem estudante de Letras, Maria Elena Cardozo Couto, que falou de sua vida acadêmica, seus planos para o futuro, seus gostos. Mas principalmente conversamos sobre livros e sobre contação de histórias. Foi muito bom poder falar desse universo criativo que o contador de histórias traz consigo, partindo das coisas escritas as narrativas ganham vida, se expandem e conseguem alcançar diferentes níveis interpretativos.

Elena diz que essa paixão por livros se iniciou através de incentivos de seu irmão, suas primeiras leituras foram de obras de Paulo Coelho, Victor Hugo, Monteiro Lobato (Ela se diz apaixonada por Emília) e José de Alencar. Entre as leituras recentes ela citou Marcos Bagno (mais específico de seu curso de graduação),Luiz da Câmara Cascudo (Investigação da Cultura popular Brasileira) ela também citou a obra  Os delírios de Carlos Emanoel, de Vitor Guilherme.


Confira a entrevista:


ARTESCREVI: Para você qual a importância da leitura na formação sócio/cultural de uma pessoa?

ELENA: É através da leitura que as pessoas podem formar identidades, formar conceitos, opiniões. Os livros que vou lendo no decorrer da vida vão me ajudar nessa formação de identidade, nessa formação cultural, formação de opinião... Toda leitura é válida!


ARTESCREVI: você acha que o brasileiro continua lendo pouco?

ELENA: Realmente o brasileiro ainda lê pouco, a gente tem as pesquisas que indicam que ainda lemos pouco, mas isso tem melhorado, hoje a gente tem muito acesso....tenho um pensamento otimista em relação a isso, tenho um discurso muito otimista, as pessoas tem visto a importância e sentido a necessidade da leitura.
 
Maria Elena Cardozo

“QUERENDO OU NÃO, A HISTÓRIA NÃO ESTÁ PARA A EDUCAÇÃO, MAS A PROMOVE.”


ARTESCREVI: E você, desde quando se identificou com livros, histórias, quando tudo isso começou a fazer parte de sua rotina?

ELENA: Então, eu tinha de 10 pra 11 anos, quando meu irmão me incentivou a ler, quem me apresentou esse mundo foi meu irmão, o primeiro livro que li foi Onze minutos, de Paulo Coelho (risos), depois veio Os Miseráveis . Eu gostava de ouvir histórias, essas coisas de infância, mas foi através de meu irmão que comecei a ter esse contato com livros.


ARTESCREVI: Existe um histórico de avós, pais, tios, alguém que contasse hitórias para você?

ELENA: Tenho, meu avô contava muita história e tinha um tio, vizinho ao sítio do meu avô, que sempre ia jantar com a gente e contava muitas histórias, reunia todos e contava aquelas histórias de trancoso, do folclore, caboclinha, fogo corredor... e eu fico pensando, ele faleceu e junto com com ele foi queimada um verdadeira biblioteca! Hoje percebo que ele tinha uma riqueza muito grande!


ARTESCREVI: Acompanhado suas redes sociais, ficamos sabendo que você está fazendo um curso de Contadores de histórias . Como tudo isso aconteceu? Como soube do curso?

ELENA: Eu soube do curso através das redes sociais, a própria professora postou. Eu já conhecia o trabalho dela. Então quando resolvi fazer o curso foi justamente pensando na parte artística, meu propósito foi de fazer o curso para trabalhar, realmente, como contadora de história. E tou amando, a história tem esse poder de  encantar, de fazer as pessoas viajarem, conhecerem outros mundos,  eu acredito muito na força da literatura oral, que é algo que tem que continuar. Porque a narrativa escrita é importante, mas a oralidade também! Quando eu leio uma historia e vou contar, aquela história passa a ser minha, eu posso acrescentar e transformar aquilo em algo fantástico.
 
Maria Elena Cardozo




ARTESCREVI: E contar história é muito diferente de uma  simples leitura?

ELENA: É diferente. Quando você conta, participa da história, você viaja, passa a emoção. Por isso a importância de contar as histórias que você gosta, que se identifica. Tem uma frase que diz que as histórias que a gente conta têm um pouquinho de nós, então a gente tem que gostar, tem que se identificar para a história ser verdadeira.



Finalizando, ou recomeçando a história:


Elena em três palavras: DETERMINADA, ANSIOSA, AMBICIOSA


FRASE: “Somos frutos das oportunidades que temos e das escolhas que fazemos”


O que é um livro?

"Ah, um livro é um universo, universo mágico e encantado, um objeto rico que posso transformar em qualquer coisa, naquilo que eu quiser, naquilo que minha imaginação permita. É uma arma muito poderosa. Uma pessoa que lê tem uma arma, nunca desafie uma pessoa que lê, porque saber é um poder."




PALAVRAS FINAIS:


"DEPOIS QUE EU CRESCI EU NÃO POSSO LER CONTOS DE FADAS? CLARO QUE POSSO!"


"O LIVRO É MÁGICO, QUEBRA REGRAS E PROTOCOLOS..."


"TODOS NÓS SOMOS CONTADORES DE HISTÓRIAS.... A QUESTÃO É OBSERVAR OS DETALHES...."