sábado, 19 de dezembro de 2015

LEITURAS, RENOVAÇÃO E PRECONCEITO LITERÁRIO

POR CARLOS BELO
 
A leitura é sempre libertadora. Com essa máxima dou início a esta reflexão sobre a importância dos livros (e aqui especificamente os paradidáticos) na formação de cada indivíduo. Acredito que toda leitura é válida, toda leitura contribui com o crescimento de quem lê. Alguém conversando comigo disse, indiretamente, que eu precisava ler os clássicos, que esses livros da "nova safra de autores" são literaturas baratas. Isso me remete ao enorme preconceito que ainda paira sobre a comunidade acadêmica e também sobre os que tiveram uma formação voltada para a valorização do passado, colocando os clássicos em supremo pedestal. Não quero aqui tirar o valor das grandes obras que se consagraram na história. Sim, essas obras são fontes de riquezas e ainda hoje inspiram e emocionam pessoas no mundo todo. O que pretendo abordar aqui é a importância de se garimpar entre os novos escritos, buscar conhecer suas técnicas, deixar-se emocionar por eles, ler sem preconceito, permitir-se o novo, existe muita coisa boa, muito qualidade, muita renovação no modo de escrever, coisas que não podemos ignorar. Sou fascinado pelo novo, seja ele na Música, na pintura e sobretudo na literatura. E a literatura tem esse poder de transpassar no tempo, ligando pessoas épocas e estilos. Quem não se emocionou com "O menino do pijama listrado"? Quem não viajou até o Afeganistão com os meninos de "O caçador de pipas"? Quem não sentiu a dor e a beleza que é a vida e seus desfechos inesperados em "Quem é você, Alasca?"? Certamente quem não teve a coragem e o atrevimento de ler essas obras, quem pré-julgou esses trabalhos, menosprezando seus autores. Eu gosto dos clássicos, eu leio os monstros da literatura mundial, mas eu leio também cartas, bilhetes, entrelinhas e olhares.

2 comentários:

Rodrigo Martins disse...

Ótimo texto

Socorro Melo disse...


Eu assino onde?! Bravo!


Paz e bem!
Socorro Melo