sexta-feira, 1 de julho de 2016

CONECTIVIDADES

POR CARLOS BELO
IMAGEM ENCONTRADA NA INTERNET

E nesse tempo frio, convidativo, pronto para nossos cafés, cobertas, fones de ouvido e leituras a vida parece ficar mais densa, somos tomados de percepções que o calor do verão talvez não nos permita. Acredito no inverno como tempo de renascimento, reorganização, semeia, cultivo, interioridade. Assim como a mãe natureza se regenera e enverdece o mundo, inunda o solo, fertiliza. Somos convidados ao processo magistral de apoderamento de nossas essências. Criamos o hábito de negarmos a nós mesmos coisas que nosso espírito necessita: nossos silêncios, ponderações, introspecções. Conhecer a si mesmo é uma missão que precisa desse silêncio, desse esvaziamento que nos preenche e resignifica nossa existência. Estamos em tempos de conectividade virtual, mas a conexão real, corpo-a-corpo, braços, olhares, conversas, corações que se dispõem ao outro andam em falta, estamos off-line para a vida real. Mas é possível fazer diferente, é possível amar em tempos de desamores, digo mais: é necessário amar! Entremos na casa-coração do outro, deixemos quem entrem em nossos corações, façamos morada por aí em galhos de árvores alheias e que possamos amar pela essência cada ser a nós apresentado pelo universo. Que o inverno nos ajude amar de dentro para fora. de nosso olhar para o mundo.

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