sexta-feira, 15 de julho de 2016

CARTA AO REMETENTE

POR CARLOS BELO





Tire um dia no ano para escrever uma carta para você mesmo. Não pense que isso é loucura, talvez até seja, mas há loucuras válidas! Deixe o pensamento livre de qualquer padrão, solte-se, permita-se uma conversa franca consigo mesmo, se possível uma xícara  de chá ou café para acompanhar. Prepare-se para um encontro, organize suas gavetas emotivas e perfume seu coração com a luz do amor consciente e capaz de reestruturar sua vida.
Quais os sonhos que foram abandonados e quais os motivos para isso? Sonhos são metas, e exigem compromisso, onde você andou guardando seus desejos? Mas não se culpe tanto! Ainda há tempo! Escreva um possível caminho de volta.... Planeje!
Quais as pessoas que se foram? Qual o tamanho da falta que deixaram? Há possibilidade de reaproximação? Vale a pena? Talvez seguir adiante seja sinal de amadurecimento, seja uma ave migratória se achar necessário. Não se amarre a pessoas. Não se amarre!
Quais as músicas que te fazem bem? Qual seu atual perfume? Qual sua cor preferida? Pense nas suas roupas, qual a cor mais ausente? Talvez você precise de novos tons, Deixe-se envolver por ritmos nunca imaginados. Aventure-se.
Quantos livros lidos até o momento? Quantos pedidos de perdão? Quantos pedidos de perdão a si mesmo? Quantos abraços? E qual foi a última vez que ligou no meio da tarde para um amigo só para desejar-lhe bom expediente? Quantas vezes parou para comtemplar o céu e noites estreladas? Quem vive como máquina morre sem ter vivido! Não queira ser só mais um número, lute por sua autenticidade, afinal somos únicos, múltiplos, incomuns, nada de padrões, não somos pré-moldados, somos a argila viva que o universo sopra a vida pura, livre, diversa. guarde seus escritos, se não quiser destrua-os.

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