POR CARLOS BELO
Para que a liberdade do encontro aconteça, desapego e paciência são fundamentais, todo processo de liberdade exige riscos e abismos. Ser livre é ser disposto a viver. Por isso comece sempre deixando para trás, coisas, lugares, pessoas. É, pessoas também precisam ser deixadas. Quantos já foram embora de nossas vidas e mesmo assim ainda conservamos seus lugares na mesa de nosso coração? Quantos sofrimentos, angústias, likes. Quantas mentiras virtuais jogadas em nossas carências... Meu Deus! A situação emocional de nossa geração não anda nada bem. Amar é diferente. Não que a vida virtual seja um demônio de sete cabeças que precisa ser destruído, mas se não soubermos dosar o uso das redes, seremos condenados à alienação e aos dessabores de quem vive sem ninguém. Precisamos de livros, de música, cheiros, toque, pele. Precisamos de momentos de silêncio com as pessoas que amamos. o amor precisa ser cuidado, longe de postagens açucaradas e escancaradamente frágeis. Aliás, muitos amores eternos tem durando menos do que uma foto no Snapchat. Amar é brisa leve em nossa alma, mas também é sacrífico e hoje em dia pouca gente se preocupa com o outro. estamos sempre voltados para o centro do nosso mundinho. É no cuidado com o semelhante que podemos encontar braços dispostos a se juntarem aos nossos e dentro desse encontro sintonizarmos os corações. Peça perdão quando necessário, exponha seu afeto na presença física do outro, acredite, estamos todos carecidos de calor humano. Desligue o celular, sempre tem alguém querendo saber como realmente foi seu dia. Ligue e o celular e telefone! use SMS ,surpreenda as pessoas com coisas mais intimistas, coisas que aproximem. Cuide bem de quem você quer bem. O tempo de amar não precisa de likes nem de olhares cuiriosos de gente que não tá nem aí pra sua felicidade.
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