segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CARPE DIEM

Por Carlos Belo
FOTO: CARLOS BELO

A vida não deve ser desperdiçada, é preciso colher a delicadeza, sentir o pulsar dos dias, permitir-se sorrir mais, se emocionar mais, sair da mesmice, ultrapassar os limites. Não queira viver cumprindo agendas, viver extrapola qualquer prévio planejamento, a vida acontece é no acaso, no tempinho livre, nas horas de descuido. Não que devamos largar tudo e sair por aí cantarolando, mas precisamos caminhar cientes de que a vida não está resumida em dinheiro, trabalho, contas, planilhas e ritos. A vida nos espera no dia que resolvemos encontrar um amigo, no dia que juntamos as coisas para uma viagem, no tempo gasto com leituras, na música que nos faz transcender no tempo. Vivemos quando abraçamos alguém querido, quando oferecemos o perdão, quando partilhamos um sorriso, ou quando ofertamos um ombro a quem precise chorar, um colo a quem precise de descanso. Viver exige a leveza daqueles que sabem que tudo é transitório: os dias de sol sempre terminam, assim como a chuva sempre passa. Mas há flores nos caminhos, observe mais o mundo, somos parte de um gigante e delicado equilíbrio. viver é dançar ao vento, espalhar amor, aproveitar o tempo. Colecionar memórias, deixar marcas. É um risco muito alto. Mas só quem se atreve a experimentar a loucura pode, de fato, viver.

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