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| FOTO: Carlos Belo |
Amar é um exercício de humilde aceitação das coisas que não se pode mudar no mundo, e para isso se faz necessário um coração sensível, capaz de se deixar rasgar, andar por caminhos e precipícios nas incertezas de alguém que a qualquer momento pode partir. Amar é um ato de coragem, principalmente em um mundo de superficialidades, onde muito se fala em sentimentos mas pouco se faz para viver na prática a retenção do ego em prol do amor.
Você me deixou, e agora? A ausência do outro, a incompletude desse amor muitas vezes cultivado silenciosamente, abafado em nós, a tola ilusão da eternidade antes tão sólida. Loucos, iludidos amantes que se esquecem que o amor é líquido, é breve, é brisa que passa.
Aceitar as idas, aceitar as lágrimas sem se importar em dominar as emoções. na verdade as lágrimas tem um poder mágico de aliviar um coração ferido de alguém que teve seu ego contrariado. o desamor é, muitas vezes, quando o outro não corresponde aos desejos íntimos, secretos, silenciosos de nossas vaidades insanas. É preciso chorar, deixar-se lavar, deixar-se ser rio, chuva, enxurrada, para que aos poucos, como pássaros sutis, possamos recomeçar a voar, mesmo com asas feridas. Para que possamos aprender que amar é um jogo feroz, onde a peça mais importante, e também a que mais se desgasta será sempre nosso coração.

2 comentários:
Ufa! Disse muito. Disse tudo. Não sabemos amar, enfim. Porque primeiro, penso eu, precisamos aprender a nos amar para depois sermos capazes de amar o outro. E o que vemos? Tanto desequilíbrio emoconal, tanta maturidade, tanta falta de amor próprio, tanto egoísmo...
Nossa, escrevi um post! kkk
Lindo texto
Socorro Melo
Corrigindo:
*emocional
*imaturidade
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