Por Carlos Belo
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| Foto: Carlos Belo |
Que a vida é um belo trem, daqueles que passam depressa, daqueles que permitem as chegadas e os encontros, abraços e amores, mas também as idas, promessas de retorno, despedidas e saudades. A vida é esse seguir sempre. movimento, incompletude, vontades. Cabe a nós a ousadia de querer viajar, de não se contentar com apenas parte da história. Temos dores e sofrimentos, mas temos o aprendizado, o silêncio que ensina, que fortalece, tem o comtemplar o caminho e cada um que passa por nós. Na correria da vida, muitas vezes é necessário parar. voltar-se para o caminho já percorrido, libertar-se de culpas, medos, ódios e preencher-se de amor, mansidão e agradecer o mistério que é viver.
Eu quero amar, identificar no outro as qualidades e defeitos que permitam o encontro, o abraço, o calor de quem também está na luta de não ser apenas um mero passageiro dessa viagem. Eu quero a delícia das coisas mais simples, como disse o poeta. Quero vez enquando parar para desocupar espaços, doar livros e roupas, reorganizar meus pertences, descobrir o que de fato me pertence. Quero a surpresa de poder perdoar, de encontrar gente que tenha tempo para um café sem exageros literários. Quero falar em poesia sem ao menos pensar em acadêmicos e seus tolos desejos de medir a sabedoria, A sabedoria que inexiste nos livros. Sabedoria é diferente, é essa coisa tímida que respeita os passarinhos, acha graça no passar dos relógios e nos permite caminhar com o coração leve e alma iluminada.
P.S.: Esse texto resume minhas impressões da Leitura de "O pequeno filósofo" de Gabriel Chalita.

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